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Arroz: Atividades de semeio se iniciam no RS e cotações seguem firmes

Atualizado: Set 24

As atividades de cultivo da nova safra de arroz (2020/21) tiveram início pontual no Rio Grande do Sul, principal estado produtor brasileiro. Em Santa Catarina, o semeio está mais adiantado, chegando a quase 40% da área. Ainda há incertezas quanto ao tamanho safra no Brasil, com previsões diferentes entre os órgãos oficiais. Os preços do arroz em casca, por sua vez, seguem em patamares recordes reais, devido à disputa acirrada pelo produto disponível nas regiões acompanhadas pelo Cepea. No Rio Grande do Sul, a Emater/RS aponta que o semeio já se iniciou em Bagé, Pelotas, Soledade e Porto Alegre, com possível redução de 1,71% na área total a ser cultivada no estado. Já em Santa Catarina, dados iniciais da Epagri/Cepa indicam que a área na safra 2020/21 deve ser igual à do anosafra anterior, em 149,45 mil hectares. A produção e a produtividade, por outro lado, devem recuar 4,1% na comparação com a temporada anterior, a 1,2 milhão de toneladas e 8,04 toneladas/hectare, respectivamente, em Santa Catarina. Quanto aos preços, entre 11 e 18 de setembro, o Indicador do arroz ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, registrou aumento de 1,12%, fechando a R$ 105,75/saca de 50 kg no dia 18 – sendo ainda o segundo maior patamar, em termos reais, da série histórica do Cepea (iniciada em 2005, deflacionada pelo IGP-DI de ago/20) – a máxima real foi registrada em 10 de setembro de 2020, de R$ 105,81. Regionalmente, os aumentos foram de 4,26% na Planície Costeira Interna, 1,2% na Campanha, 0,95% na Depressão Central e de 0,93% na Zona Sul, com médias de R$ 108,01/sc, R$ 101,26/sc, R$ 101,19/sc e R$ 105,4/sc, respectivamente, no dia 18. Por outro lado, na Fronteira Oeste e na Planície Costeira Externa, os valores registraram leves quedas de 0,02% e 0,38% de 11 a 18 de setembro, a R$ 107,06/sc e R$ 111,83/sc, na mesma ordem, nessa sexta-feira. Quanto aos outros rendimentos, os produtos de 59% a 62% de grãos inteiros e de 50% a 57% de grãos inteiros se valorizaram 0,62% e 2,18% de 11 a 18 de setembro, a R$ 106,10/sc e a R$ 101,37/sc, nessa ordem. Porém, o preço do arroz de 63% a 65% recuou 1,36% no mesmo comparativo, a R$ 106,89/sc.

Quanto aos preços em Mato Grosso, considerando-se os grãos de rendimento entre 50 e 57% de grãos inteiros, a média foi de R$ 131,41/sc de 60 kg no acumulado de setembro. Regionalmente, os aumentos foram de 20,45% em Sorriso, 24,58% em Sinop, 28,4% em Rondonópolis, 23,91% em Cuiabá, 24,29% em Juara e 21,87% em Tangará da Serra, também em setembro. Apesar da pouca disponibilidade e da disputa pelo cereal observada em algumas regiões, no geral, compradores ainda estão resistentes em relação aos atuais patamares elevados de preços, alegando dificuldade no repasse das altas. O cenário mais delicado tem sido registrado nos setores atacadistas e varejistas, que recebem a pressão dos consumidores finais. Com isso, parte das beneficiadoras tenta adquirir a matéria-prima a preços menores, mantendo-se ativa apenas para negociação do arroz em casca “a depósito”, atentos ao início do semeio da safra 2020/21 e ao volume de arroz que vem sendo importado após a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para 400 mil toneladas de fora do Mercosul. Do lado vendedor, orizicultores estão firmes nas cotações, atentos ao clima e às oscilações no câmbio, ainda incertos quanto ao movimento do mercado no último trimestre de 2020 e no início de 2021 Assim, com as consecutivas altas de preços desde março/20, os valores no estado do Rio Grande do Sul ficaram, em alguns momentos desde esse período, acima da paridade de importação, mesmo com o dólar elevado – de meados de junho para cá, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,06 e R$ 5,61.

EXPORTAÇÕES


Segundo dados da Secex, até a segunda semana de setembro (oito dias úteis), foram importadas 32 mil toneladas de arroz, sendo a maior parte do cereal já descascado, polido e glaceado. Este volume corresponde a 52,3% do total adquirido pelo Brasil no mercado internacional no mês de agosto/20 inteiro. Quanto ao preço médio do produto importado, está em torno de US$ 385,20/tonelada neste mês, segundo a Secex.


MERCADO EXTERNO


Na Tailândia, segundo maior exportador global de arroz (atrás apenas da Índia), os preços de exportação aumentaram 1% na semana passada em relação à anterior, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados no dia 9 - os valores médios variaram de US$ 490,00/tonelada e US$ 513,00/t (para variedades mais comuns). Enquanto para um arroz “mais selecionado”, as cotações variaram entre US$ 950,00/t e US$ 960,00/t. Quanto aos futuros, na parcial de setembro (até o dia 18), o vencimento Nov/20 na CBOT registrou aumento de 2,3%, com média de U$S 12,30/quintal (US$ 271,06/t ou US$ 13,55/saca de 50 kg). Considerando-se essa cotação e o dólar médio de R$ 5,311 no período, em Reais, esse contrato ficaria em torno de R$ 1.440,00/t, o que corresponde a aproximadamente R$ 71,98/sc de 50 kg FOB (Free on Board).

Enquanto isso, na Argentina (terceiro maior fornecedor do arroz para o Brasil na parcial de 2020), os valores FOB do arroz em casca no porto de Buenos Aires encerraram a US$ 255,00/tonelada na sexta-feira, 18, aumento de 2% na parcial de setembro, de acordo com dados do Ministério da Agroindústria do país. Analisando-se o mesmo parâmetro, em Reais, esse valor seria de R$ 1.354,05/t, o que corresponde a aproximadamente R$ 67,72/sc de 50 kg.


Fonte: CEPEA




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