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Bem comprada, China deve reduzir ritmo de novos negócios até ter clareza sobre o potencial de oferta

O mercado da soja fechou o pregão desta quarta-feira (24) em alta na Bolsa de Chicago. As cotações subiram entre4,75 e 9,50 pontos, levando o maio a US$ 14,32 e o setembro a US$ 12,79 por bushel. Como explica Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro, há movimentos técnicos estimulando os ganhos e também fundamentais, como a disparada de todos os óleos vegetais nos mercados internacionais, o que tem sido um fator importante para o suporte dos futuros da oleaginosa na CBOT. Todavia, ele destaca ainda que embora esse momento do óleo de soja seja importante para os preços do grão, o mercado se sente "mais confortável" quando movimentos como estes são registrados pelo farelo, uma vez que 80% do peso da soja, quando o óleo representa 20%. "O óleo comestível deu um suporte à soja e está segurando, mas eu não olharia isso por muito tempo. O Brasil está colhendo uma safra recorde e os EUA começaram a plantar sua nova safra", diz. E as condições climáticas já começam a colaborar, as chuvas estão melhorando e assim, para Sousa, os preços podem não se manter acima dos US$ 14 por bushel. Assim, o mercado fica na espera pelo novo boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em 31 de março com os dados para a área de plantio da temporada 2021/22. O aumento esperado para a soja é considerável e isso se confirmando, aliado a uma boa produtividade e mais um cenário climático benéfico, a pressão sobre o mercado pode aparecer.

DEMANDA DA CHINA Sobre a demanda da China, o diretor da Labhoro afirma que há preocupação em função dos novos surtos de Peste Suína Africana, porém, ainda afirma que as importações da nação asiática deverão alcançar 105 milhões de toneladas. "Se compraram 44 milhões de toneladas dos EUA, faltam 61 milhões para comprarem na América do Sul e isso devem comprar com muita facilidade. A China não vai deixar de consumir a soja brasileira, que hoje está US$ 30,00 mais barata do que a americana", diz. "A ausência da China agora é porque ela está com a 'barriga' cheia. Já comprou bastante dos EUA e já tinha comprado muita soja aqui antes do Natal", complementa. Entretanto, com a chegada da nova safra americana - vindo cheia - a mudança poderia acontecer, com a inversão do cenário e a diferença podendo chegar a US$ 70,00 no último trimestre.

MERCADO BRASILEIRO e CLIMA AMERICANO No Brasil, os produtores evitam agora novos negócios e, como explica Ginaldo de Sousa, o risco que pode ser sentido é, principalmente, aquele ligado ao clima para a nova safra norte-americana. "É preciso ficar com os dois olhos abertos porque se os americanos conseguirem plantar dentro da janela ideal com bom clima os preços podem não só parar de subir, como podem cair", diz. Agora, os sojicultores têm evitado novas vendas, tratando a soja como uma espécie de "poupança", apostando em oportunidades melhores que ainda podem vir a aparecer. No entanto, neste momento ele ainda conta com preços no spot em Chicago US$ 2,00 mais altos do que nas posições mais a frente, além do dólar alto, ainda na casa dos R$ 5,60.

Fonte:Notícias Agrícolas




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