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Brasil segue para recorde de soja, mas atento a efeitos da La Niña no Sul

O Brasil deve produzir um recorde de 144,12 milhões de toneladas na safra 2021/22, conforme pesquisa realizada pela Reuters, enquanto questões climáticas mais secas no Sul, relacionadas ao fenômeno La Niña, ainda não foram suficientes para alterar de forma importante o total esperado no país. A projeção, com base em informações de 12 analistas, supera os 143,94 milhões de toneladas apontados no levantamento anterior, divulgado em novembro.

O volume, se confirmado, também representará uma alta de cerca de 5% ante os 137,32 milhões de toneladas de soja colhidos em 2020/21, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Isso porque houve um incremento na área plantada e grande parte dos produtores conseguiu semear a oleaginosa dentro da janela ideal. Vale destacar que no restante do país, o clima tem sido positivo para o desenvolvimento das plantas, com chuvas regulares, segundo analistas ouvidos pela Reuters.

Quanto à área, o levantamento indica um novo recorde, estimado em 40,35 milhões de hectares, e 3,67% acima da temporada anterior. "A gente plantou mais cedo, isso é favorável para a safra de inverno, que vai ter uma janela bem maior. O clima, olhando o macro, a situação é boa, mas tem a questão da região Sul", disse o coordenador de grãos da consultoria Datagro, Flávio Roberto de França Júnior.

Ele afirmou que em anos de La Niña, geralmente, Estados ao sul têm chuvas abaixo do normal, o que justifica o cenário de menor precipitação em área de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul a situação é mais crítica.

"Já tem algumas perdas que a gente pode contabilizar inicialmente... perdas de potencial. O rendimento nos três Estados do Sul já não vai ser o normal", disse ele, ressaltanto, porém, que ainda é cedo para fazer afirmações mais assertivas sobre a queda de produtividade. "Vamos monitorar", acrescentou.


Fonte: Globo Rural




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