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Brasil teve superávit nas exportações de fevereiro

A balança comercial do arroz do Brasil teve, em fevereiro de 2021, um ritmo semelhante ao observado no mesmo mês em 2020, com o volume de embarques superando as aquisições. Ao mesmo tempo, os preços de venda ao mercado externo ficaram abaixo do registrado no comércio doméstico, enquanto as importações registraram valores superiores, como já era esperado. Por outro lado, o preço de compra, em reais, foi o menor desde julho de 2020, descontada a inflação do período. As informações fazem parte do boletim semanal divulgado pelo Cepea/Esalq. Em fevereiro de 2021, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações de arroz em equivalente casca totalizaram 80,6 mil toneladas, baixa de 38,1% em relação a janeiro/21 e de 1,7% sobre fevereiro/20. Já os embarques somaram 81,9 mil toneladas, contra 21,3 mil toneladas no primeiro mês deste ano, mas 2,1% abaixo do volume de fevereiro do ano passado. O volume exportado do grão superou o importado em 1,3 mil toneladas, contra déficit registrado nos três meses anteriores. Este foi o segundo superávit mensal nos últimos seis meses, ainda segundo o relatório do Cepea. Do volume importado no mês passado, 47,8% tiveram origem no Paraguai, 21,8%, no Uruguai, 11,7%, na Guiana, 7,6%, na Índia, 6,8%, na Argentina, 3,9%, nos Estados Unidos, 0,4% veio da Itália e 0,1%, do Paquistão. Já as exportações tiveram como destinos preferenciais o Senegal (51,4% do total), Holanda (23,5%), Peru (16,1%), Venezuela (2,9%), Estados Unidos (1,4%) e Bolívia (1,3%) – outros 43 países absorveram 3,4% das cargas de arroz brasileiro. Os dados também são da Secex, segundo o Cepea. As importações de fevereiro do corrente tiveram preço médio FOB (Free On Board, origem) de R$ 88,16/sc de 50 kg, enquanto as exportações ficaram em média a R$ 75,37/sc de 50 kg. Vale considerar que o Indicador ESALQ/SENAR-RS registrou média de R$ 88,08/sc de 50 kg no segundo mês de 2021. Além disso, no custo das importações, ainda são incluídos desembolsos com transporte e seguro marítimo e despesas portuárias e de transporte no mercado interno. Para origens de fora do Mercosul, também há a tarifa ad valorem.

INDICADOR

Entre 26 de fevereiro e 5 de março, o Indicador ESALQ/SENAR-RS recuou 2,57%, com fechamento de R$ 84,69/sc de 50 kg na sexta-feira, 5. O mercado mostrou certa estabilidade na segunda metade da semana passada, em um ambiente de baixa liquidez. Enquanto, de um lado, há certa resistência vendedora, compradores, de outro, seguem apontando dificuldades nas vendas para o atacado e o varejo e pressionam os valores para novos negócios. O avanço da colheita também influencia a queda das cotações. Regionalmente, houve queda de 3,83% em sete dias na Fronteira Oeste, com média de R$ 82,94/sc na sexta-feira, 5. Em seguida, com recuo de 2,89%, está a Zona Sul, com fechamento de R$ 85,55/sc, e a Campanha teve baixa de 2,34%, a R$ 84,09/sc. A Planície Costeira Interna registrou queda de 1,82%, a R$ 86,18/sc; na Planície Costeira Externa, em 1,81%, a R$ 86,38/sc, e, a Depressão Central, com o recuo menos intenso da semana (-1,19%), registrou média de R$ 84,76/sc no último dia útil da semana passada. Os valores dos demais rendimentos do produto em casca acompanhados pelo Cepea também baixaram. O produto de 50% a 57% de grãos inteiros se desvalorizou 0,03% entre 26 de fevereiro e 5 de março, encerrando a R$ 83,43/sc de 50 kg no dia 5. Para o de 59% a 62%, houve recuo de 2,11% nos preços, com média de R$ 85,28/sc. Não houve exceção nem para os grãos de 63% e 65% de inteiros, que registou maior número de negócios em relação aos demais – a queda foi de 2,52% no mesmo período, a R$ 85,93 sc no dia 5. CAMPO

No Rio Grande do Sul, a colheita da temporada 2020/21 estava em 10% da área total implantada, de acordo com dados do Instituo Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgados em 4 de março. Regionalmente, os trabalhos de campo mais avançados foram registrados na Planície Costeira Externa, com 16,37% do total, seguidos da Fronteira Oeste, com 15,89%, Planície Costeira Interna (9,28%), Campanha (7,18%), Depressão Central (6,13%) e Zona Sul (1,22%). Em relação aos demais estados produtores do Brasil, dados da Conab apontaram que, até o final de fevereiro, a colheita estava em 45,1% em Goiás e em 15% no Tocantins – os dados foram divulgados no início da semana passada. DESEMPENHO INDUSTRIAL

Dados macroeconômicos sobre produção industrial divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontaram que, em termos nacionais, o beneficiamento do arroz e a fabricação de produtos feitos a partir do cereal brasileiro recuaram expressivos 22,4% em janeiro de 2021 (dado mais recente) frente ao mesmo mês de 2020. PREÇOS INTERNACIONAIS

A FAO apontou aumento de 1,49% no índice (composto por 21 preços de exportação) em fevereiro de 2021, a 116 pontos. Foram contabilizados valores maiores para quase todos os fornecedores asiáticos de arroz, com poucas exceções. Em contrapartida, os valores de exportação do arroz praticados na Argentina, no Paraguai, Uruguai e Brasil recuaram devido ao período de colheita.


Fonte: Planeta Arroz




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