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Carga de arroz da Guiana retida em Imbituba com insetos vivos

Uma carga de aproximadamente 20 mil toneladas de arroz em casca, com origem na Guiana e adquirida por empresas de Santa Catarina para a parboilização, foi retida no Porto de Imbituba na semana passada por conter insetos vivos. A fiscalização sanitária impediu o desembarque da carga e o navio precisou desatracar e voltar ao mar para realizar expurgo, conforme as normas sanitárias. Oito dias após a fumigação, a carga deve passar por nova inspeção sanitária (o que ocorrerá no próximo final de semana). Se aprovada, será descarregada e seguirá o seu destino normalmente.

Os insetos são considerados comuns em grãos e de ocorrência em todo o continente americano, inclusive nos armazéns brasileiros: Liposcelis entomophila e Ectopsocus richardsi.

O arroz foi adquirido sem o custo de 10% da Tarifa Externa Comum (TEC), após isenção concedida pelo governo federal em setembro, quando temia dificuldades de abastecimento e buscou conter a escalada de preços no mercado doméstico. Este foi um dos dois navios adquiridos na Guiana por empresas catarinenses. O segundo também está chegando e deve passar por uma vistoria rigorosa depois do incidente com o primeiro volume. Serão cerca de 22 mil toneladas. As cargas da Guiana também tiveram problemas no embarque, por falta de documentação e dificuldades de logística, o que precisou da intervenção de autoridades setoriais brasileiras.

Segundo um trader, a busca por produto fora do Mercosul impacta a qualidade do grão ofertado ao consumidor nacional. “Temos um dos melhores arrozes do mundo e, disparado, o melhor das Américas”, observou. Os dois navios de arroz em casca adquiridos nos Estados Unidos, que embarcaram em Lake Charles (Louisiana), somaram cerca de 50 mil toneladas e já desembarcaram sem problemas em Imbituba e Rio Grande. Esta semana começou a desembarcar o arroz branco adquirido na Índia. Para especialistas do setor industrial, a realização do expurgo resolverá o problema com os insetos, mas vai exigir um pouco mais de tempo e cuidado para o processamento dos grãos.

“É uma notícia que nunca se quer receber, mas há procedimentos previstos pela legislação e processos sanitários que resolvem”, afirmou um industrial catarinense. Segundo ele, o incidente serve para lembrar que a produção brasileira está num nível muito elevado frente aos seus principais concorrentes internacionais.

O lado positivo do incidente foi a confirmação de que a inspeção sanitária brasileira é eficiente e exigiu a correção do problema. "A garantia de que temos segurança fitossanitária e ela funciona é a melhor notícia de todo esse episódios", assegurou um dirigente setorial. O temor inicial era de que se tratasse de uma praga quarentenária ou exótica, o que não se confirmou. Após o tratamento adequado, o produto poderá ser processado e consumido normalmente.


Fonte: Planeta Arroz



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