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Cepa/Epagri divulga relatório de comportamento do arroz em janeiro/fevereiro

Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (CEPA) da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgou na última sexta-feira seu boletim mensal, com um relatório da economista Gláucia Padrão, que analisa o comportamento de produção e mercado do arroz no estado nos meses de janeiro e parte de fevereiro.

Segundo ela, os preços ao produtor continuaram decrescentes até o final da primeira quinzena de fevereiro, tendo este movimento iniciado em dezembro de 2020. Em janeiro de 2021 as cotações no estado fecharam em R$ 87,83 por saca de 50 kg, o que representa uma redução de 2,75% frente aos valores registrados em dezembro 2020.

“No Rio Grande do Sul essa redução foi ainda maior, 9,25%, fechando em R$ 88,62 a saca de 50 kg no mês de janeiro. Esse comportamento recente dos preços segue o padrão esperado para o período do ano, haja vista o avanço da colheita nos dois estados e consequente aumento da oferta interna do grão”, diz a economista.

Apesar da redução observada nos últimos meses, os preços ainda encontram-se em patamares elevados. Na comparação de 12 meses, em Santa Catarina, os preços de janeiro ficaram cerca de 52% maiores em termos reais em relação ao mesmo período do ano passado. “Outros fatores explicam a recente baixa dos preços, tais como o aumento das importações de países de fora do Mercosul, fortalecido pela quota de importação com isenção de impostos promovida pelo governo federal e a tendência de que o consumo retorne ao ritmo normal neste ano, contrapondo o aquecimento observado desde o início da pandemia do novo Coronavirus”, enfatiza Gláucia Padrão.


Custos de produção



A Figura 2 mostra um comparativo dos custos de produção e preço médio ao produtor das safras 2015/16 a 2020/21. Observa-se que em termos reais os custos não se alteraram significativamente, especialmente nas últimas três safras. Havia uma expectativa de que com a alta do dólar, os agrotóxicos, que em sua maioria são importados, aumentassem os preços e trouxessem prejuízos ao produtor. Contudo, em termos nominais o aumento dos preços dos principais agrotóxicos utilizados na produção de arroz irrigado foi de 7,77%, enquanto em termos reais, houve uma redução de 11,75% nesse item de custo.

Segundo Gláucia, o maior peso nos custos de produção continua sendo o arrendamento de terras, que participa com mais de 37% do custo variável de produção. “Estima-se que cerca de 60% da área produzida do estado seja arrendada e vem aumentando gradativamente, segundo levantamento realizado anualmente pela Epagri/Cepa”, acrescenta. Mão-de-obra e colheita ocupam, respectivamente, a segunda e terceira posição nos itens de maior peso no custo variável de produção e representam juntos aproximadamente 25% do custo variável.

“Com isso, enquanto a estimativa é de que o custo total de produção por saco na safra 2020/21 tenha aumentado em 1,36% na comparação com a safra anterior, o preço médio ao produtor até o momento aumentou em 39,9% comparando os dois períodos, gerando uma margem média (Preço médio menos custo total) de R$ 18,72, o que permite a capitalização dos produtores e investimento nas safras futuras. Essa margem vem se mostrando negativa ao longo da última década, o que tem justificado a saída de produtores da atividade”, observa a economista da Epagri.

“Cabe destacar que essa margem é parcial, haja vista que a colheita ainda está em andamento no estado e a tendência de redução dos preços tende a reduzir a margem, mas esta deve permanecer positiva”, enfatiza. Comparativo de safra

A colheita do arroz segue ritmo normal, após semanas em dificuldade em razão do excesso de chuvas que atingiu as principais regiões produtoras. Atualmente, cerca de 16% da área total do estado foi colhida. Da área que está em campo, 7% está em desenvolvimento vegetativo, 56% em floração e 36% em maturação.

De maneira geral as lavouras estão com desenvolvimento dentro da normalidade e a condição de lavoura aponta para 91% da área em situação boa e 9% em condição média. Cabe ressaltar que em função do excesso de chuvas tem sido registrado excesso de arroz maduro e brotamento na panícula em algumas regiões do estado o que tende reduzir a produtividade e qualidade dos grãos.“Com isso, registram-se filas para descarga do grão nas cerealistas que operam a todo vapor. A estimativa atual da safra aponta para uma estabilidade na área plantada, em torno de 149 mil hectares”, destaca Gláucia Padrão.

Em relação à produção e produtividade, é esperada uma redução de 5,67% em comparação à safra anterior. Isso decorre do fato de que na safra passada, 2019/20, a produtividade média obtida foi superior às observadas nos anos anteriores, especialmente no sul do estado, graças a uma conjunção de fatores, como a distribuição das chuvas, luminosidade adequada, uso de cultivares de alto potencial produtivo e incremento tecnológico.


Fonte: Planeta Arroz

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