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Clima desfavorável no Meio-Oeste dos EUA puxa preços de soja e trigo em Chicago

Os futuros da soja e do trigo sobem forte nesta sexta-feira (16) na Bolsa de Chicago. Perto de 13h55 (horário de Brasília), as cotações da oleaginosa subiam entre 15,50 e 19,50 pontos nos principais contratos, com o agosto valendo US$ 14,62 e o setembro, US$ 14,13 por bushel. No grão, as altas variavam entre 20,25 e 22,50 pontos, com o setembro sendo cotado a US$ 6,94 e o dezembro já voltando aos US$ 7,01 por bushel.


O clima adverso no Corn Belt é o que puxa os preços dos grãos na CBOT. Não só nos EUA, mas no Canadá, na Europa e na Ucrânia, como explica a equipe da Agrinvest Commodities, o atual cenário é bastante desfavorável nas regiões produtoras e ajuda a puxar as cotações nos mercados internacionais,


O calor segue intenso nestes países e as chuvas, mal distribuídas. Os novos mapas do NOAA, o serviço oficial de clima dos EUA, mostra que os intervalos de 6 a 10 e 8 a 14 dias reservam condições de precipitações abaixo do esperado e de temperaturas acima da média, o que pode ser bastante prejudicial para os campos americanos agora, que estão em fases críticas de desenvolvimento nas três principais culturas.




"Voltamos a ver as previsões indicando calor e tempo seco para as Planícies e o Meio Oeste dos EUA de novo. E a soja também esta sofrendo com o excesso de chuvas no centro de Illinois e do Missouri. Estamos em pleno weather market", diz Jack Scoville, diretor do Price Futures Group, de Chicago, ao portal SuccessfulFarming.


O mapa de chuvas atualizado pelo NOAA nesta sexta-feira para os próximos cinco dias mostra que faltam chuvas para os estados mais a norte, como Minnesota e Wisconsin, além de Iowa (como mostram as áreas em branco), enquanto Illinois ainda deve receber volumes expressivos.


Assim, o mercado e os traders esperam com alguma ansiedade pelo novo boletim semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima segunda-feira (19), depois do fechamento do pregão em Chicago.


Fonte: Noticias Agrícolas.

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