• comercial18125

Comércio mundial terá recuperação

As primeiras projeções internacionais para o mercado do arroz em 2021 indicam uma recuperação significativa no comércio mundial, de 7%, para 47,7 milhões de toneladas, o que é 3 milhões de toneladas a mais do que em 2020. Espera-se um aumento significativo na demanda de importação de países africanos, em particular Nigéria, Costa Marfim e Senegal.

Essa recuperação do comércio mundial deve beneficiar todos os exportadores mundiais, com exceção do Mercosul e dos Estados Unidos, onde os preços de exportação continuam elevados. As informações são do boletim InterArroz, do economista Patrício Méndez del Villar, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, com base em levantamentos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Em 2020, o comércio mundial de arroz teria tido um leve aumento de 1%, para 44,7 milhões de toneladas de grãos beneficiados, segundo estimativa da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), em que pese a forte movimentação no Brasil e no Mercosul.

Em 2019, o comércio mundial caiu 9% para 44,2 Mt contra 48,5 Mt em 2018, segundo a FAO, em dados divulgados no boletim InterArroz, que avalia mensalmente o mercado arrozeiro global e é assinado pelo economista Patrício Méndez del Villar, do Cirad francês. A avaliação é de que os principais importadores asiáticos reduziram suas demandas de importação, exceto nas Filipinas.

As importações africanas também teriam caído, apontando para 16,7 Mt contra 16,9 Mt em 2018.

Esse aumento de 2020 beneficiará principalmente a Índia, maior exportador mundial, apontando para uma forte recuperação das vendas externas graças a preços extremamente competitivos. Em contraste, as exportações tailandesas teriam despencado 25%, apresentando o nível mais baixo em vinte anos. O Vietnã termina o ano melhor do que o esperado com uma redução de suas vendas externas de apenas 4%, tornando-se o segundo maior exportador do mundo, superando a Tailândia pela primeira vez.


Fonte: Planeta Arroz



5 visualizações0 comentário