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Com clima na América do Sul em foco, momento de correções para soja em Chicago pode estar no fim

Nesta terça-feira (8), o mercado da soja na Bolsa de Chicago registrou mais uma sessão de baixas com perdas de 8,75 a 12,75 pontos nos principais vencimentos, levando o janeiro a US$ 11,45 e o março a US$ 11,51 por bushel. E como explica o analista Luiz Fernando Gutierrez, da Safras & Mercado, o mercado ainda observa seus fundamentos mantidos, porém, com um momento pontual de correção. E com o clima na América do Sul ainda sendo o principal fator para Chicago, tais correções poderiam estar chegando ao fim, uma vez que as mudanças e melhorias observadas nos últimos dias não são regulares e nem generalizadas. "Nesta semana estamos recebendo mais chuvas, também o Paraguai, a Argentina não tanto, e como a maior parte das lavouras está no centro do Brasil, estamos entendendo isso como positivo para as lavouras. Mas o clima seco aqui no Rio Grande do Sul ainda dificulta um pouco a finalização dos trabalhos, traz preocupações, mas se a chuva voltar, devemos ter uma melhora nas produções", diz Gutierrez. O analista lembra ainda que os EUA já comprometeram mais de 52 milhões de toneladas comprometidas com a exportação - volume recorde para o período - os chineses aproveitaram o bom momento e agora voltam-se novamente à soja brasileira e o movimento ajuda a exercer também alguma pressão sobre as cotações. Além disso, o mercado da soja na CBOT também passa por um momento de ajustes antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O reporte poderia trazer um revisão nos números das safras da América do Sul, bem como nos estoques norte-americanos e aumento das exportações dos EUA. "Se o clima mudar no Brasil ou na Argentina, e se tivermos mudanças em torno da guerra comercial, podemos ter mais volatilidade, embora eu acredite que um patamar entre US$ 11,40 e US$ 11,80 seja um intervalo de acomodação de final de ano", explica.

MERCADO NO BRASIL

No Brasil, os fatores principais observados nestes últimos dias são a baixa do dólar e a parada das compras das indústrias domésticas, o que resultou em baixas consideráveis, principalmente para as referências da safra velha. "Como a maior parte dos produtores do Brasil já comprometeu mais de 50% da safra e temos essas incertezas climáticas, acredito que só a partir da consolidação de suas lavouras é que eles vão voltar a negociar. Os preços ainda são interessantes para 2021,l para 2022. Os vendedores estão bem vendidos, os compradores estão bem comprados e agora estão esperando a produção se acomodar para voltar aos meios de comercialização", conclui Gutierrez.


Fonte:Notícias Agrícolas



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