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EUA pode ter abril mais quente e seco e intensificar especulação para os grãos em Chicago

A próxima semana deverá registrar, novamente, temperaturas mais frias nos Estados Undidos, de acordo com informações do Commodity Weather Group (CWG), podendo deixar o ritmo do plantio de milho um pouco mais lento. As chuvas ainda chegam às regiões produtoras de forma bastante pontual, mas começando a mudar o quadro da primavera norte-americana para o início mais efetivo da safra 2021/22. Ainda de acordo com o levantamento do instituto de meteorologia, nas últimas 24 horas o Meio-Oeste recebeu precipitações de 6,4 a 19,2 mm, com cobertura de cerca de 10% da região. No Delta, o tempo continua seco, como mostra a imagem abaixo.

Já nas previsões para os próximos cinco dias, o Meio-Oeste eo Delta deverão receber entre 12,8 e 32 mm, com cobertura de, respectivamente,80% e 70% da área. E assim, as condições devem seguir nos períodos dos próximos 6 a 10 e 11 a 15 dias. "Há focos de chuvas previstos para o oeste do Meio-Oeste americano nesta quarta-feira (7) e para o leste da região no sábado (10), porém, o padrão mais seco da próxima semana pode ajudar nos trabalhos de campo", explicam os meteorologistas do Commodity Weather Group. "Atenção às tendência de temperaturas mais baixas no Meio-Oeste nos próximos 6 a 15 dias, que poderia deixar o aquecimento do solo mais lento e comprometer a germinação das sementes em algumas localidades". Nesta segunda-feira (5), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos trouxe seu primeiro boletim semanal de acompanhamento de safras para 2021/22 e mostrou o plantio do milho - que tradicionalmente começa antes do da soja - concluído em 2% da área estimada. O índice veio em linha com o mesmo período do ano passado e com a média das últimas cinco temporadas. "O clima frio e úmido em todo o Corn Belt impediu os agricultores da região de começarem cedo na temporada de plantio deste ano. Mas depois que as chuvas cessarem na região entre estas quarta e quinta-feira, espere que as máquinas prossigam a todo vapor", afirma Jacquie Holland, analista do portal norte-americano Farm Futures. Nas imagens a seguir - sendo a da direita em 23 de março e a da esquerda em 30 do mesmo mês - é possível observar que ainda há regiões do Meio-Oeste norte-americano sofrendo com a seca acima do normal e são regiões que chamam a atenção. Os mapas são do Drought Monitor, um sistema oficial norte-americano de monitoramento da estiagem no país.

O clima nos Estados Unidos ganha cada vez mais espaço no radar dos traders a partir de agora, o que pode intensificar a volatilidade do andamento das cotações dos grãos na Bolsa de Chicago, principalmente o milho e a soja. E mais do que isso, se intensifica agora a batalha por área entre ambas as culturas no país. "O weather market vai começar mais cedo e abril pode registrar redução dos volumes de chuvas nos EUA", afirma a Agrinvest Commodities. "O mês será mais quente e seco, o que trará especulação. O colchão d'água está muito baixo". A consultoria ainda destaca o tempo que continua muito seco ainda das Dakotas e na parte oeste do cinturão, o que poderia trazer algum risco para o trigo de primavera e para a soja. Desde a divulgação do relatório de intenção de plantio divulgado pelo USDA em 31 de março, com números bem menores do que o esperado de área para soja e milho nos Estados Unidos, o mercado na Bolsa de Chicago vem passando por altas expressivas e importantes para tentar, de alguma forma, fazer com que o produtor americano "mude de ideia" e aumente sua área, uma vez que já é sabido que aquilo que está projetado é insuficiente para equalizar a relação de oferta e demanda global. "Nesse momento, o principal papel dos preços é incentivar o aumento da área para 2021/22, ou seja, forçar o produtor americano a mudar de opinião em relação ao baixo crescimento para a próxima temporada", explicam os analistas da Agrinvest. "A área é incompatível à demanda: Os preços precisam fazer seu trabalho, precisam “mudar a cabeça” do produtor americano". Segundo cálculos da Pátria Agronegócios, há um déficit de quase 20 milhões de toneladas no balanço mundial de oferta e demanda de milho e 10 milhões de toneladas na soja. "Toneladas que estão sendo consumidas dos estoques de passagem, que estão sendo consumidas de maneira agressiva. Então, essa retórica mantém uma sustentação dos preços da soja e do milho no longo prazo e isso só muda com um racionamento da demanda, e uma vez que não temos, o único remédio para esse mercado são preços ainda mais elevados", diz Matheus Pereira, diretor da consultoria. A área de soja norte-americana para a safra 2021/22 foi estimada em 35,45 milhões de hectares, 5% maior do que a da safra anterior. As projeções, porém, variavam entre 34,84 a 37,07 milhões de hectartes, com média de 36,42 milhões. Ou seja, crescimento bem menor do que o esperado pelo mercado. O USDA acredita ainda que a área semeada com a oleaginosa ficará inalterada em 23 dos 29 estados produtores. De milho, a área estimada foi de 36,87 milhões de hectares, um aumento de menos de 1% se comparada à safra anterior. O mercado esperava algo entre 37,23 e 38,24 milhões de hectares, com média de 37,72 milhões.


Fonte:Notícias Agrícolas

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