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Soja começa a semana com leves baixas na Bolsa de Chicago nesta 2ª e tem foco nos fundamentos

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com leve queda na Bolsa de Chicago nesta manhã de segunda-feira (18). Por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações recuavam pouco mais de 2 pontos nos principais vencimentos, com o novembro/21 - referência para a safra americana - vinha cotado a US$ 12,15 - e o maio/22 - referência para a safra brasileira - valendo a US$ 12,42 por bushel. O mercado vinha refletindo seus fundamentos, com o avanço da colheita nos EUA, avanço do plantio no Brasil - que pode alcançar área recorde nesta temporada - além das estimativas de estoques - americanos e mundiais - maiores do que os que vinham sendo inicialmente estimados. O clima na América do Sul também ganha, cada vez mais, espaço no radar. Do mesmo modo, os traders acompanham o comportamento da demanda da China e em que ritmo fará suas novas compras que ainda precisam ser feitas até o final deste ano e onde elas serão realizadas. Na última semana, traders reportaram aquisições de soja brasileira pela nação asiática, para embarque novembro, mesmo mais cara do que a dos EUA neste momento. Ainda na Bolsa de Chicago, os futuros do óleo de soja testam também leves ganhos, de pouco mais de 0,20%, enquanto o farelo cai mais de 0,3%. Atenção ao financeiro, onde os preços do petróleo sobem mais de 1% tanto no brent, quanto no WTI, e que leva o barril do brent negociado em Londres a, novamente, superar os US$ 85,00 por barril, à queda do gás natural, as baixas entre algumas outras commodities como o ouro e a prata, e à alta do dólar index de 0,15% na manhã desta segunda-feira. Neste início de semana, o mercado espera também por dois novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), sendo o primeiro dos embarques semanais de grãos e o segundo, o semanal de acompanhamento de safras que traz o percentual de área já colhida nos Estados Unidos. Todo este cenário segue motivando a saída dos fundos de investimento do mercado de grãos, como explicam os analistas da Agrinvest Commodities. "Fundos continuam reduzindo sua exposição no milho e na soja. No entanto, a posição comprada no milho ainda é muito grande - mais de 220 mil contratos - enquanto a posição no complexo soja está caminhando para a neutralidade - fundos estão comprados na soja em 29 mil contratos, comprados no óleo em quase 73 mil e vendidos no farelo em mais de 40 mil. A estratégia central dos fundos no complexo da soja continua sendo na alta do oil share - valor do óleo em relação à soma dos derivados. Faz sentido? Sim, até que o quadro global de óleos se normalize", afirmam. Fonte: Notícias Agrícolas




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