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Soja continua subindo em Chicago nesta 3ª com foco na demanda e preocupação sobre oferta

A colheita avança nos EUA, as chuvas começam a melhorar no Brasil e dar mais chances ao plantio, porém, as cotações da soja continuam subindo na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (20), dando continuidade aos ganhos registrados ontem. Assim, por volta de 7h10 (horário de Brasília), os futuros da commodity subiam entre 8,50 e 9 pontos, com o novembro sendo cotado a US$ 10,62 e o maio, US$ 10,47 por bushel.  O mercado, segundo explicam analistas e consultores, continua bastante focado na demanda - com os EUA já tendo vendido mais de 70% do projetado para ser exportado na safra 2020/21 - e nas preocupações com a oferta.  Mais do que isso, na análise de alguns especialistas, o índice de área colhida divulgado no fim da tarde desta segunda-feira (19) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ficou aquém do esperado. Para outros, ficou apenas dentro das expectativas.  A área de soja já colhida nos EUA chegou, até o último domingo (18), a 75%, enquanto o mercado esperava algo entre 74 e 75%. Na semana passada eram 61%; em 2019 40% e a média para o período, 58%. As altas da soja acompanham ainda novos ganhos que também são registrados pelo milho e pelo trigo na CBOT. Em um tempo de escassez global de alimentos e de um consumo consideravelmente maior, a interligação entre os três produtos fica ainda mais forte.  "Há suporte da ausência do Brasil do mercado, o que leva a demanda internacional a tentar garantir as necessidades com produto dos EUA", explica Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da TradeHelp.  Mais do que isso, o profissional explica ainda que o mercado está, no momento precificando, o risco de uma frustração de safra na América do Sul, o estrago que faria no quadro de oferta e demanda mundial e o efeito sobre os preços.  "Já se começa a falar, timidamente, em racionamento da oferta, que sabemos que em um mercado livre só pode acontecer através do aumento no preço. É cedo ainda para algo neste sentido, mas há munição suficiente para os altistas tentarem empurrar o mercado pelo menos até a marca psicológica de US$ 11,00 por bushel, mesmo que depois o mercado possa não conseguir se manter neste nível", completa Cachia. 

Fonte: Notícias Agrícolas



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