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Soja fecha nos US$ 12 em Chicago refletindo força dos fundamentos e comportamento dos fundos

A soja voltou a testar os US$ 12,00 por bushel na Bolsa de Chicago no pregão desta quinta-feira (17) e fechou o dia com altas de mais de 1%. Intensificando suas altas depois do boletim de vendas semanais para exportação dos EUA trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado fechou com o janeiro sendo cotado a US$ 12,01 e o março com US$ 12,05 por bushel, com altas de 17,50 pontos. Ao lado de outros fatores, o fato dos EUA já ter comprometido 90% do total estimado para ser exportado de soja na temporada 2020/21 foi um dos vetores de alta para os futuros da oleaginosa nesta quinta, como explica Mário Mariano, diretor comercial da Novo Rumo Commodities e da Agrosoya. As vendas de soja dos EUA na semana encerrada em 10 de dezembro foram de 922,3 mil toneladas, contra as projeções do mercado de 400 mil a 900 mil toneladas. A China responde pela maior parte do volume, mais uma vez. No acumulado da temporada, as vendas de soja para exportação já chegam a 53,828,9 milhões de toneladas, superando largamente o ano passado neste mesmo período, quando o total comprometido era de pouco mais de 28 milhões. A estimativa do USDA é de que os EUA exporte em 2020/21 59,88 milhões de toneladas.

Mais do que isso, há ainda preocupações com o clima na América do Sul, em especial na Argentina, e os desdobramentos da greve dos trabalhadores portuários na Argentina. O protesto dura mais de uma semana e já paralisa 22 portos no país. Com isso, o mercado do farelo sente os efeitos com a menor oferta argentina no cenário global, dando espaço ao derivado norte-americano. Assim, na semana, os preços já acumulam um ganho de mais de 4% na CBOT. Do lado gráfico, o mercado viu ainda uma resistência nos US$ 11,91 no vencimento janeiro sendo rompida. "Unimos a força de alta com os fundamentos e o mercado buscou esse patamar dos US$ 12,00 por bushel", diz Mariano. O comportamento da demanda, principalmente da China, é de perto monitorada também pelos traders, já que o país deverá se voltar novamante, de forma mais presente, aos EUA, ao passo em que as novas ofertas de Brasil e Argentina se atrasem para chegar ao mercado em função do clima adverso. "Fundos comprados vêm aumentando sucessivamente sua participação no complexo soja. A avaliação desses fundos é, exatamente, o lado especulador quem tem maior velocidade na decisão de fazer uma alavancagem nos mercados futuros. E eles alcançaram seus objetivos", explica o analista.


Fonte:Notícias Agrícolas




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