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Soja: lentidão e preços fracos no Brasil marcam início da semana

O mercado brasileiro de soja teve uma segunda-feira (21) de preços de estáveis a mais baixos. Os referenciais para a formação das cotações no Brasil – Bolsa de Chicago e dólar – caminharam em direções opostas. Enquanto a Bolsa de Chicago para a soja teve ganhos, o dólar caiu forte. A moeda norte-americana perdeu o suporte de R$ 5,00 e pressionou as cotações no país. O físico apresentou poucos negócios, com lotes bem pontuais movimentados, apenas por necessidades.


– Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos caiu de R$ 209,00 para R$ 207,00

– Região das Missões: a cotação recuou de R$ 208,00 para R$ 206,00

– Porto de Rio Grande: o preço caiu de R$ 213,00 para R$ 210,00

– Cascavel (PR): o preço baixou de R$ 200,00 para R$ 199,00

– Porto de Paranaguá (PR): a saca caiu de R$ 205,00 para R$ 203,00

– Rondonópolis (MT): a saca baixou de R$ 188,00 para R$ 186,00

– Dourados (MS): a cotação recuou de R$ 193,00 para R$ 190,00

– Rio Verde (GO): a saca se manteve em R$ 184,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços firmes. O mercado seguiu o desempenho de outras commodities, principalmente petróleo e grão vizinhos, em meio aos temores de continuidade por um longo tempo do conflito no Mar do Norte, prejudicando o abastecimento global.


Sinais de demanda firme e a adoção de retenciones na Argentina completaram o quadro positivo. As importações de soja dos Estados Unidos pela China caíram nos primeiros dois meses de 2022 ante o ano anterior. Já as compras de produto do Brasil pela China dispararam no período ante o mesmo momento de 2021.


A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 3,51 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil nos dois primeiros meses de 2022, ganho de 241% ante as 1,03 milhão de toneladas no ano anterior, segundo a Administração Geral da Alfândega.


Dos Estados Unidos, a China adquiriu 10,04 milhões de toneladas no ano, queda de 16% ante as 11,9 milhões de toneladas do ano anterior.


As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 544.986 toneladas na semana encerrada no dia 17 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 675 milhões de toneladas.


O ministro da Agricultura da Argentina, Julián Domínguez, oficializou a criação do Fundo do Trigo e o aumento de 2% nas retenções para farelo e óleo de soja e 1% para biodiesel até 31 de dezembro, em linha com as novas políticas do governo Alberto Fernández para combater a inflação de preços.


Em conferência, o chefe da Agricultura explicou que está estabelecida a suspensão temporária do diferencial de 2% das tarifas de exportação de farelo de soja e óleo, para que elas voltem de 31% para 33%. Enquanto o aumento das tarifas de exportação de biodiesel aumentará em 1% e passará de 29%

para 30%.


Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 23,00 centavo de dólar por bushel ou 1,37% a US$ 16,91 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 16,72 1/4 por bushel, com ganho de 26,50 centavo ou 1,61%.


Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 4,30 ou 0,9% a US$ 481,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 73,71 centavos de dólar, com alta de 1,42 centavos ou 1,96%.


Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,45%, sendo negociado a R$ 4,9440 para venda e a R$ 4,9420 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9310 e a máxima de R$ 5,0300.


Fonte: Canal Rural



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