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Soja não acompanha nova disparada de 5% do trigo em Chicago, ameniza ganhos e fecha com leve alta

Os preços da soja terminaram a sessão desta segunda-feira (6) com estabilidade na Bolsa de Chicago, depois de mais um dia intenso para o mercado internacional de grãos.


Os futuros da oleaginosa chegaram a testar ganhos de dois dígitos, acompanhando uma nova dispara do trigo na CBOT, porém, amenizaram o movimento terminaram o dia subindo entre 1,50 e 6,50 pontos, levando o julho a concluir os negócios com US$ 16,99 e o agosto com US$ 16,35 por bushel.


O trigo, por sua vez, resistiu e fechou esta primeira sessão da semana com altas superiores a 50 pontos - ou mais de 5% - levando o milho na carona, em função de novos ataques nos portos ucranianos pela Rússia.


As incertezas sobre a criação do corredor de exportação - com a reunião na Turquia marcada para esta quarta-feira, dia 8 de junho - também voltam a dar fôlego aos preços dos grãos, que, além de tudo, também cederam expressivamente na semana anterior em movimentos de correção e realização de lucros. O mercado da soja, como explicaram analistas e consultores, ainda possuem um importante cenário de fundamentos importantes, porém, deu esse tom mais contido para as altas depois dos ganhos da semana passada, porém, de olho no avanço do plantio da safra 2022/23 nos Estados Unidos.


O ritmo dos trabalhos de campo estão se normalizando, se alinhando à média dos últimos cinco anos e contendo, ao menos em partes, o ímpeto de avanço das cotações na CBOT.

"Não vejo grandes problemas nesse momento.


Duas semanas, um pouco mais, serão suficientes para concluir o plantio da soja", explica o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Da mesma forma, ao lado das condições de clima para o Corn Belt - que apresenta condições, ao menos por enquanto, favoráveis para o desenvolvimento das lavouras - permanecem no radar o comportamento da demanda, em especial da China, e a continuidade da guerra, que já marca seu 103º dia.


Assim, especialistas seguem reforçando a latente presença da volatilidade no mercado global de grãos que, além de seus fundamentos de clima, oferta e demanda e do conflito entre Rússia e Ucrânia, há ainda espaço para uma forte influência do financeiro sobre não só a soja, mas todas as commodities agrícolas.


MERCADO BRASILEIRO


A abertura da semana foi positiva, mesmo que modestamente, não só para os futuros da soja em Chicago, mas também do dólar frente ao real.


A moeda americana encerrou o dia com R$ 4,80 e ganho de 0,34% na sessão desta segunda. Os negócios, porém, ainda são pontuais.

Os chineses estão vindo buscar soja do Brasil - ao passo em que também compram nos EUA - para estarem adequadamente abastecidos pelos próximos meses, mantendo suas atividades de processamento e níveis de estoques, o que justifica prêmios ainda muito elevados no país, ajudando a formar preços melhores no mercado nacional.


"Não vejo os chineses comprando soja americana para embarque até setembro nos EUA, eles deverão comprar aqui. Já a partir de outubro sim", explica Sousa.


No mercado de balcão, os preços da soja não apresentaram grandes mudanças em relação às referências da última sexta-feira (3), como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Já no mercado de lotes, a semana começa um pouco mais fraca, com indicativos nos portos testando os R$ 195,00 no agosto - contra R$ 200,00 da última sexta - e R$ 192,00 no spot.


"Os compradores estão mais acomodados agora depois de terem comprado bastante na última quinta-feira", relatou o consultor.


Fonte: Notícias Agrícolas


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