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Soja: produtores do RS se animam com volta das chuvas e esperam maior rentabilidade

As chuvas voltaram ao Rio Grande do Sul. Mas, em alguns municípios, chegaram tarde demais e não devem reverter os prejuízos na soja. Entretanto, boa parte dos produtores ainda está otimista que a safra irá se recuperar bem e trazer o alívio que tanto esperam.

O produtor de soja Jair Zalamena, de Santa Rosa, na região noroeste do Rio Grande do Sul, conta que teve que atrasar o plantio da cultura em até 50 dias, por falta de chuvas. Os 70 hectares já estariam passando pela segunda leva de fungicidas, normalmente, mas este ano, nem a primeira foi realizada ainda. O problema é que os longos períodos de estiagem já trazem perdas.

“Mesmo que continue chovendo, como agora, a perda já está estabelecida, em virtude do plantio mais tarde da soja. Já estimo uma perda de 25% a 30%. Passamos por uma estiagem longa, o milho foi perdido praticamente 90% da produção. Agora, estamos com a soja já com perdas acentuadas na lavoura”, afirma ele.

Segundo a Emater-RS, na região de abrangência de Santa Rosa, que reúne 45 municípios da região das Missões e Fronteira Noroeste, foram cultivados nesta safra 716,8 hectares com soja e, uma pequena parte desta área realmente terá perdas.

“Atualmente, a cultura vem se desenvolvendo bem. Na média geral, nós temos uma perda de apenas 2%, com relação à expectativa inicial. Ainda há uma chance de reverter até o final do ciclo. Possivelmente, nós teremos uma safra, seguindo essas condições de tempo que nós estamos tendo, normal, dentro do previsto. A expectativa é de 54 sacas por hectare na média”, diz o gerente regional adjunto da Emater Santa Rosa, José Vanderlei Waschburger.

Na propriedade de Rodrigo Ferreira, na localidade Lajeado Vargas, interior do município de Doutor Maurício Cardoso, as chuvas também voltaram e com boa intensidade. O produtor calcula que choveu 150 milímetros somente na segunda-feira, 25, trazendo boa umidade para o solo e beneficiando as lavouras de soja da região.


Técnica ajuda a minimizar efeito da seca

De fato, o produtor não consegue controlar o clima, mas certamente pode se precaver de possíveis problemas. O engenheiro agrônomo Alexandre Nowicki percorreu as lavouras de soja na região da Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS) e afirma que as áreas que investiram na rotação de culturas estão enfrentando o tempo seco com menor impacto no desenvolvimento das plantas.

“Eu estou em uma lavoura de soja da nossa região. Assim como as demais, teve um pequeno atraso na sua semeadura devido ao período mais seco que tivemos. Ainda permanece a chuva irregular na nossa região. Temos observado que os produtores que estão trabalhando com uma rotação de cultura adequada irão manter uma boa produtividade. Esperamos que nos próximos dias a gente tenha uma boa chuva para toda a nossa região e, consequentemente, todos os nossos produtores ainda tenham uma boa produtividade de soja nesta safra”, diz Nowicki.

Chuvas

Segundo o gerente de planejamento da Emater-RS, Rogério Mazzardo, as chuvas dos últimos dias ajudaram a melhorar as lavouras em todas as regiões e, se continuarem, as perdas serão pontuais.

“Acreditamos que na atual conjuntura, se as precipitações continuarem ocorrendo da forma como estão e, as temperaturas adequadas forem favoráveis ao desenvolvimento como estão, ainda conseguiremos ter uma boa produção final, chegar aí nos 19 milhões de toneladas que é a nossa estimativa inicial para a cultura soja, no Rio Grande do Sul”, afirma ele.

A Emater calcula que o estado irá colher cerca de 19 milhões de toneladas de soja nesta safra, se o tempo ajudar. Pela primeira vez, o estado rompeu a marca de 6 milhões de hectares de soja e a colheita deve acontecer a partir de março.

Preços

A expectativa da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul é que este ano seja de normalidade produtiva e que o produtor possa aproveitar os bons preços do grão.

“O Rio Grande do Sul plantou mais de 6 milhões de hectares. Essa é a maior área cultivada de soja aqui no estado. E precisamos colher este ano e ter uma safra normal, pois já tivemos uma frustração em 2020, tivemos frustração de trigo no inverno de 2020, tivemos frustração de milho na safra 2020/2021. Agora, a esperança do produtor é esse plantio, é essa safra, é essa lavoura. Ela apresenta um bom potencial produtivo. Temos um longo período pela frente, fevereiro e março, mas as esperanças estão nesta lavoura para que o produtor”, diz o presidente da Fecoagro-RS, Paulo Pires.


Fonte: Canal Rural



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