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Soja sobe em Chicago e altas nos vencimentos mais curtos indicam força da demanda nos EUA

Os futuros da soja fecharam a quinta-feira (17) com fortes altas na Bolsa de Chicago. O mercado, mais uma vez, foi motivado pelas notícias de uma demanda bastante aquecida pela oleaginosa norte-americana. Assim, o mercado que chegou a recuar ao longo do pregão, voltou ao campo positivo e encerrou os negócios com ganhos de 3,50 a 16 pontos. 

O janeiro subiu 16 pontos, valendo US$ 10,31 por bushel, enquanto o agosto/21 fechou a sessão cotado a US$ 10,13, com alta de 3,50 pontos. Segundo analistas e consultores de mercado, essa curva atual do mercado com os vencimentos mais curtos mais valorizados do que os mais distantes é um dos fatores que indicam a força da demanda. 

De acordo com o anúncio diário do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), foram 624,5 mil toneladas de soja - sendo 264 mil para a nação asiática e 360,5 mil para destinos não revelados. O departamento informou também novas vendas de milho para a destinos 'desconhecidos'. Na semana, as vendas de soja já superam 1 milhão de toneladas. 

"Estamos na semana com as melhores cotações para a soja desde 2018, é o que chamamos de tempestade perfeita", afirma Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. Além da demanda, o especialista afirma que as condições atuais de clima no Brasil, nos EUA, um recuo do dólar frente ao real e o petróleo subindo forte com impacto do furacão Sally no golfo americano contribuíram paro avanço da oleaginosa no mercado norte-americano. 

Ainda nesta quinta-feira, o mercado recebeu o novo boletim semanal de vendas para exportação e os números da commodity mais uma vez vieram fortes, embora dentro da expectativa dos traders. 

Na semana encerrada em 10 de setembro, o país vendeu 2,457,1 milhões de toneladas da oleaginosa, contra expectativas de 1,5 milhão a 2,8 milhões de toneladas. A China foi o principal destino, respondendo por mais de 1,4 milhão de toneladas do total. Em todo ano comercial, o volume já comprometido de soja é de 32,343 milhões de toneladas, contra 11,11 milhões do ano anterior. Para a temporada, o USDA espera que as exportações somem 57,83 milhões de toneladas. 


MERCADO NO BRASIL


No Brasil, os preços poucos se movimentam, mantendo patamares recordes e agora estimulados pelos ganhos na Bolsa de Chicago, com patamares acima dos US$ 10,10 por bushel. Nos portos, para curto prazo, os indicativos ainda variam de R$ 138,00 a R$ 139,00 por saca, ainda como explica Brandalizze. 

Para a safra nova, as referências têm oscilado entre R$ 120,00 e R$ 123,00, mas com negócios apenas pontuais, com os produtores esperando as chuvas que possam permitir o início efetivo do plantio para voltar a negociar, como explica o consultor. 

"A comercialização da nova safra passa de 45% e dentro de uma média histórica isso é alto, então o produtor está esperando para voltar aos negócios. É mais uma semana de cavalinho encilhado passando e pode ser que ele não volte no curto prazo. Muita atenção neste momento", conclui Brandalizze. 


Por: Carla Mendes

Fonte: Notícias Agrícolas


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