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Soja sobe em Chicago nesta 2ª feira e acompanha altas fortes do óleo, Argentina eleva retenciones

Em um dia de altas generalizadas mais uma vez, os futuros da soja sobem forte na manhã desta segunda-feira (21) na Bolsa de Chicago. Com altas entre 16,50 e 21,50 pontos, perto de 7h20 (horário de Brasília), o contrato maio já valia US$ 16,86 e o julho US$ 16,67 por bushel. O mercado da soja acompanha os vizinhos milho e trigo, mas, principalmente, os derivados, que são liderados pelo óleo, com altas de mais de 2%. O primeiro vencimento tinha 73,99 cents de dólar por libra-peso, com ganho de 2,35%.


Os futuros dos grãos começam a semana também de olho no petróleo, o qual exibe ganhos de quase 4% na manhã desta segunda, ainda refeltindo a continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, que entra em seu 26º dia.


"A guerra entre Rússia e Ucrânia continua. Os Russos continuam atacando pesado, inclusive usando aviões supersônicos, deixando um rio de sangue dentro da Ucrânia (...) Com a guerra, os produtos agrícolas ucranianos não serão embarcados e se houver continuidade, o plantio das novas safras, que se inicia em abril, pode perder a melhor janela, causando uma grande quebra. Os russos, por sua vez, também terão redução de safras se a guerra continuar", explica Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro.


Outro ponto importante que está no radar do mercado é a aprovação do aumento das retenciones na Argentina sobre o óleo e o farelo de soja, fator que também pode limitar, ao menos em um primeiro momento, a oferta dos subprodutos argentinos no mercado internacional. A alíquota de ambos subiu 2% para 33%, se igualando ao grão de soja.


"Uma tentativa de reter os produtos no mercado interno e com uma grande oferta baixar os preços, na esperança de combater a inflação", afirma Sousa.


Mais do que isso, o mercado também acompanha as condições de clima no Corn Belt, onde a safra começa em mais algumas semanas. O tempo seco na faixa oeste do cinturão, com chuvas limitadas, começa a preocupar. " A umidade do degelo este será fraca, devido as poucas chuvas do inverno", complementa o executivo.


Fonte: Notícias Agrícolas

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