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Soja sobe mais de 1% nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago e acompanha comportamento da China

Os preços da soja sobem mais de 20 pontos nas posições mais próximas na Bolsa de Chicago nesta manhã de terça-feira (23). Por volta de 7h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 14 e 20,50 ponto, com o março sendo cotado a US$ 14,04 e o maio a US$ 14,07 por bushel. O agosto tinha US$ 13,56. O mercado continua subindo em função da relação apertada entre oferta e demanda e com a China voltando do feriado do Ano Novo Lunar, onde os futuros não só da soja em grão, mas os de farelo e óleo também sobem, dando ainda mais fôlego aos preços na CBOT, como explicam os analistas da Agrinvest Commodities. "A alta na Bolsa de Dalian é provocada pela expectativa de queda no recebimento de soja importada para as próximas semanas. O atraso na colheita no Brasil e movimentação do grão para os portos deverá reduzir de forma significativa o recebimento de soja na China nas próximas semanas", diz a consultoria. Os embarques de soja da China nos Estados Unidos ainda acontecem, porém, em menor volume. No Brasil, o ritmo ainda é limitado e o total já embarcado para a nação asiática é menor do que no mesmo período do ano passado em função do atraso da colheita e das adversidades climáticas para o processo dos embarques nos portos. Assim, ainda como informa a Agrinvest, "tudo leva a crer que as indústrias na China deverão receber e processar pouco produto durante o mês de março, reduzindo seus estoques internos de farelo e óleo. Como resultado, a alta do farelo e óleo em Dalian traz melhora para margem de esmagamento local, fomentando a expectativa da demanda por grão importado", dizem os especialistas. As condições de clima para a América do Sul continuam, portanto, no radar dos traders, uma vez que há ainda pontos do Brasil onde o excesso de chuvas compromete o andamento da colheita. Para os EUA, o cenário também é monitorado, uma vez que nos próximos meses o plantio da safra 2021/22 será iniciado, o tempo seco ainda preocupa em regiões do Corn Belt e do Delta, e a disputa por área entre soja e milho no país deverá ser bastante acirrada.

Fonte:Notícias Agrícolas




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