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Uruguai já vendeu arroz da nova safra a US $ 692 a tonelada

O Uruguai exportará 60 mil toneladas de arroz para o Iraque em dois carregamentos que partirão em abril e maio em direção ao Oriente Médio. O negócio tem um valor de US $ 692 CIF (com custo de frete para o vendedor), informou o presidente da Associação dos Cultivadores de Arroz (ACA), Alfredo Lago, ao El Observador.

“É um negócio importante, estamos falando de 7% ou 8% da produção uruguaia. É muito relevante realizar esse negócio. O Iraque é um destino competitivo que todos os países querem alcançar”, disse, acrescentando que o Uruguai ganhou o concurso internacional para o fornecimento “sendo um dos países com melhor posição em termos de preços. Se olharmos a lista de fornecedores éramos os mais caros. Sem dúvida, vemos que este mercado que conhece arroz e tem uma cultura de valorizar a qualidade. "

Lago destacou que este primeiro negócio dá o tom para o produtor de que o ano comece "com um patamar de preços muito alto, cento e tantos dólares acima dos primeiros negócios do ano passado", informou.

Como disse no programa da Rádio Rural, Tiempo de Cambio, o preço da safra passada "vai ficar acima de US $ 10 (por saca de 50 quilos) ao produtor, devido ao excelente desempenho das exportações".

As exportações melhoraram o preço em 50% na safra passada e isso vai impactar, disse. Além disso, frisou, os custos de produção da indústria foram menores.


Produção nova e oriental

Toda a produção que será comercializada neste negócio pertence à nova colheita, que começou a ser colhida, por exemplo, no departamento de Artigas, nos últimos dias.

O arroz a ser escoado será proveniente de colheitas do Leste do país, de departamentos como Rocha, Lavalleja e Treinta y Tres, conforme especificado por Lago. Isso porque assim se economizam os custos de transporte até o porto de Montevidéu, de onde saem os barcos.

O presidente da ACA comentou que as exportações normalmente funcionam assim, por exemplo, o arroz exportado para o Brasil costuma ser do norte do país, para reduzir custos.

O arroz que será enviado ao Iraque ficará no porão do navio, explicou, o que torna a logística mais barata do que em outros casos, como contêineres.


Mercado tradicional e competitivo

O Iraque é um cliente tradicional do mercado uruguaio, mas também muito competitivo, disse Lago. Este país do Oriente Médio abre licitações para importação de arroz, pois, embora tenha produção, devido ao alto consumo per capita, não consegue atender a todo o seu mercado interno.

Em 2020 não houve exportações para o país muçulmano, mas em 2019, segundo o presidente da ACA, um terço de todos os embarques uruguaios tiveram este destino.

“Este negócio é uma dupla satisfação, por tê-lo concluído e com tanto volume e ao mesmo tempo ter nos posicionado bem em termos de reivindicações de valor. Saímos vencedores porque o que jogou e o que prevaleceu foi a qualidade”, acrescentou.


A União Europeia está comprando mais


Para esta nova safra já existem outros negócios fechados, com a União Europeia, Peru e México, anunciou Lago, os volumes vendidos, segundo ele, não são tão grandes quanto o que será enviado ao Iraque.

Com uma referência de negócio mensal de 1.000 toneladas, Lago explicou que a União Europeia "está a comprar duas ou três vezes mais por mês do que em anos anteriores".

Conforme indicou, o diferencial desta nova colheita de arroz é a concretização deste negócio com o Iraque e que “estamos mais avançados nos negócios com a União Europeia, que segue uma lógica empresarial de garantia da qualidade”.

"Em outros anos, eles não jogaram tão prematuramente em fazer acordos para uma safra que ainda estamos para colher", acrescentou.


Fonte: Planeta Arroz




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