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USDA: Outlook Forum deve confirmar áreas maiores nos EUA com grãos, mas impacto pode ser limitado

Nesta quinta e sexta-feira, 18 e 19 de fevereiro, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) realiza um de seus eventos mais importantes do ano: o Agricultural Outlook Forum. Acontecendo de forma virtual neste ano, a instituição chega com suas primeiras projeções para a safra 2021/22 dos EUA, bem como suas expectativas também de preços para as principais culturas nesta nova temporada. O mercado espera que um aumento de área seja registrado para a soja, o milho e o trigo em relação à temporada 2019/20 a ser apresentado a partir desta quinta pelo USDA, bem como pesquisas feitas sobre a batalha por hectares no país, que deverá ser acirrada neste ano. Para a soja, as expectativas variam de 35,21 a 37,23 milhões de hectares, com média de 36,34 milhões. Há um ano, foram cultivados 33,63 milhões de hectares com a oleaginosa. Sobre o milho, o mercado espera algo entre 37,03 e 36,67 milhões de hectares e a média esperada é de 37,6 milhões, contra 36,75 milhões da safra 2019/20. "Estimamos que ambas as áreas irão crescer, tanto soja quanto milho. Mas, acreditamos em crescimento mais expressivo na soja, principalmente pela melhor remuneração da atividade. Hoje nossa expectativa é de 37,5 milhões de hectares para o cultivo de milho nos EUA e 36,5 milhões para a soja", diz Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios. No trigo, o intervalo varia de 17 a 19,02 milhões de hectares, com média de 18,33 milhões e frente à área da safra passada de 17,93 milhões de hectares. Para o algodão, as estimativas variam entre 4,45 e 5,1 milhões de hectares, com média de 4,78 milhões. Na temporada 2019/20, foram cultivados 4,9 milhões de hectares. Embora o mercado possa vir a sentir uma pressão da confirmação dessas maiores áreas com soja e milho, principalmente, nos Estados Unidos, o país precisa garanti-la para reequilibrar seu quadro de oferta e demanda. "Os Estados Unidos precisam confirmar este aumento de área e também uma excelente produtividade para garantir toda essa produção e então atender esta demanda", explica o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest Commodities. E mais do que o crescimento da área de produção, os produtores norte-americanos ainda precisarão contar com condições climáticas muito boas para garantir bons níveis de rendimento. Todavia, já há preocupações neste momento com os níveis de umidade no solo em importantes regiões produtoras. "Esse clima seco é preocupante, principalmente com os baixos níveis de umidade do solo, que poderiam atrasar o plantio. E se o clima não ajudar, algumas áreas de milho poderiam ser transferidas para a soja. É preciso um clima perfeito para garantir todo esse plantio" complementa Araújo.

DROUGHT MONITOR X SAFRA 2021/22 Ao lado das preocupações dos produtores norte-americanos com essa onda de frio intenso está a apreensão em torno do tempo também bastante seco no país, que precisa continuar a ser monitorado. E de acordo com dados do Drought Monitor - um sistema que monitora a seca norte-americana -, mais de 60% dos EUA passa por algum nível de seca. Há um ano, este índice era de pouco mais de 25% e não trazia grandes preocupações para o Centro-Oeste americano ou para as Planícies.


Drought Monitor: À esquerda, fevereiro de 2021 e à direita, fevereiro de 2020

"O oeste dos Estados Unidos foi a região que mais sofreu durante os meses de outono e inverno, mas o Meio-Oeste e as planícies não foram totalmente poupados. No Meio-Oeste, 37,7% da região foi afetada até 2 de fevereiro. As piores áreas incluem o oeste de Iowa, Minnesota e uma faixa que se estende pelo centro de Illinois e norte de Indiana", analisam os especialistas do Farm Futures. Ao portal norte-americano, o diretor do Centro Climático do Meio-Oeste do USDA, Dennis Todey, explica que "há uma faixa de solos secos que vai do leste do Missouri ao sul do Michigan, mas ainda temos expectativas de um padrão mais ativo antes do plantio da primavera que reduzirá os problemas na região". Do mesmo modo, porém, afirma ainda que do oeste de Iowa até as planícies, mais chuvas serão necessárias para superar as condições atuais. "Esperamos obter alguma precipitação nessas áreas antes do plantio. Mas é improvável que os déficits de umidade do solo sejam sanados até lá, então as perspectivas são menos otimistas". TRIGO DE PRIMAVERA Como explicam analistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas, há um cenário já bastante consolidado de demanda muito forte e embarques bastante adiantados nos EUA, o que acaba limitando as preocupações com os atrasos pontuais que são causados agora pelas condições de clima. Dessa forma, reafirmam que "o cenário de preços altos é um cenário já consolidado e com perspectiva de preços ainda mais elevados para o restante da temporada". Assim, "qualquer movimento de queda, caso ocorra, tende a ser limitado e de curta duração. No médio e longo prazo, soja e milho permanecem com forte viés de alta". Assim, analistas e consultores seguem esperando áreas maiores, mas não tão grandes. Essas áreas, entretanto, chegam em um cenário já consolidado e qualquer movimento de queda nos preços deverá atrair compradores e especuladores. "E tem a tensão climática. Normalmente, esses ciclos de alta assim são impulsionados por demanda e não por produção. E a demanda está firme e forte com potencial de aumentar se tiver produto", complementam.

Fonte: Notícias Agrícolas

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