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Volatilidade tem marcado negociações da soja em Chicago; grau de incerteza ainda é muito alto

Os preços da soja terminaram o dia com altas de 15 a 22,25 pontos no pregão desta terça-feira (12) na Bolsa de Chicago, depois de baixas expressivas na sessão anterior. "Esse ano deverá se um dos mais voláteis da história", acredita o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios. O contrato maio termina o dia, portanto, com US$ 16,70 e o agosto com US$ 16,20 por bushel.


Entre os fatores de suporte para as cotações, ainda de acordo com o especialista, estão a falta de segurança sobre a nova safra norte-americana - incluindo condições de clima, tamanho de área de milho e soja - além da continuidade da guerra entre Ucrânia e Rússia.

"E isso mexe muito com mercado de petróleo, de óleos vegetais, com a logística mundial. Então, essas inseguranças estão sendo repetidas no petróleo. E ainda temos as decisões do Federal Reserve, o banco central norte-americano, e a velocidade em que ele vai elevar suas taxas de juros", afirma Fernandes.


A demanda da China - e as incertezas que também carrega - permanece no foco dos traders. Embora os novos lockdowns tragam algum soluço para as novas compras por parte da nação asiática, de outro lado, ela também de vir a mercado para garantir alguns volumes importantes e não só de soja, mas também de milho.


"Na nossa visão, o mercado de clima será voraz, extremamente impactante (...) Então agora, o grau de incerteza é muito grande. E os fundos estão sinalizando de que vamos ter oportunidades daqui até o final de agosto, quando teremos mais certeza sobre a safra americana. E isso já é um sinal para os produtores estarem preparados para novas altas. O que não pode acontecer é o produtor não ter um plano de comercialização e ir adaptando esse plano", diz Fernandes.


MERCADO BRASILEIRO


Os produtores continuam vendendo paulatinamente, escalando seus negócios capturando os melhores momentos para ele, aproveitando para fazer suas compras de insumos, e garantindo rentabilidade e otimizando seus custos de produção, ainda de acordo com o consultor.


Ele explica ainda que será necessário que os produtores continuem monitorando o andamento da macroeconomia - e do câmbio, especialmente - dos prêmios - que tendem a permanecer firmes - e às demandas pelas soja brasileira, tanto para exportação, quanto pelas indústrias locais.


No entanto, a incerta nova safra dos Estados Unidos pode exercer ainda mais influência sobre o andamento e formação dos preços no Brasil.


No mercado físico, as cotações da oleaginosa subiram em praticamente todas as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. Os avanços só não foram mais intensos porque o dólar voltou a cair frente ao real, neutralizando parte das altas fortes de Chicago.


Fonte: Notícias Agrícolas


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