Dólar abre o dia estável à espera de juros no Brasil e nos Estados Unidos
- comercial18125
- 29 de abr.
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O dólar está em leve alta na abertura dos negócios de hoje, com as atenções voltadas para as definições sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Às 9h43, a moeda norte-americana subia 0,28% e era comercializada por R$ 4,996.
O que está acontecendo
Dólar comercial apresenta leve alta. A variação positiva da moeda norte-americana em relação ao real ocorre desde os primeiros negócios do pregão. As variações, no entanto, ainda impedem que a divisa supere novamente os R$ 5 em relação ao real.
Ontem, a moeda norte-americana ficou estável. A queda de apenas 0,01% representou a terceira queda consecutiva do dólar em relação ao real. Com as variações, a divisa permanece abaixo de R$ 5 e acumula baixa de 9,24% neste ano. Somente em abril, a queda totaliza 3,8%.
Cotação do petróleo engata nova alta e supera US$ 108 nesta manhã. Os contratos futuros do Brent, referência internacional para o combustível, com entrega para julho eram negociados com alta de 3,75%, para US$ 108,27 por volta das 9h41. A trajetória de alta é motivada pela persistência do bloqueio ao Estreito de Hormuz, rota de 20% do transporte mundial.
IGP-M acelerou para alta de 2,73%, maior alta desde maio de 2021 (4,1%). Com o avanço, o índice utilizado para o reajuste da maior parte dos aluguéis e de alguns serviços no Brasil acumula alta de 0,61% nos últimos 12 meses. Trata-se da primeira variação positiva anual do índice desde outubro do ano passado.
Alta do índice foi guiada pelo aumento dos preços aos produtores. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) ganhou força e subiu para 3,49% intensificando a alta em relação a março (0,61%). Já a inflação aos consumidores medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) ficou em 0,94%, variação também superior à registrada no mês anterior (0,3%), com alta significativa da gasolina (6,29%) e do óleo diesel (14,93%).
Juros no radar
Mercado aguarda por juros no Brasil e nos EUA. As atenções do dia estão direcionadas para os bancos centrais brasileiro e norte-americano, que definirão nesta tarde o novo patamar das taxas básicas de juros para os países.
As decisões já estão precificadas pelo mercado. As expectativas apontam que o Copom (Comitê de Política Monetária) vai reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Ao mesmo tempo, o Fed (Federal Reserve) deve manter os juros dos EUA inalterados entre 3,5% e 3,75% ao ano.

FONTE: UOL



