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Dólar cai abaixo de R$ 5,10 e Ibovespa sobe 2% após trégua entre Irã e EUA

  • comercial18125
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

O dólar é negociado hoje em baixa de 1,5% ante o real, cotado a R$ 5,07, influenciado pela forte queda do preço do petróleo no exterior, após a trégua entre Estados Unidos e Irã. Na Bolsa brasileira B3, o principal índice Ibovespa abriu o pregão em alta firme, seguindo a tendência predominante nos mercados globais.


O que acontece

Dólar é negociado abaixo de R$ 5,10. A moeda americana tem baixa ante o real desde a abertura. Pouco depois das 10h, apresentava queda de 1,64%, valendo R$ 5,071 no comercial para venda. A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 5,10 foi em maio de 2024.

Mercado reage à trégua entre Estados Unidos e Irã. O anúncio alimenta a expectativa de que sejam suspensos novos ataques às bases de produção de petróleo e de que ocorra a plena reabertura do Estreito de Hormuz, rota de petroleiros na costa iraniana por onde passavam cerca de 20% do fornecimento global da commodity antes da guerra. Petróleo tem forte baixa no mercado internacional. O contrato para junho do barril do petróleo do tipo Brent, referência da commodity no mercado global, é negociado por volta das 14h em baixa de 13,5%, a US$ 94,53, menor patamar desde março deste ano, segundo a Bolsa ICE Internacional Exchange.

O cessar-fogo traz reprecificação de ativos com a redução das tensões geopolíticas, embora o cenário siga desafiador. Lembrando que o petróleo girava entre US$ 65 e US$ 70 antes da guerra, mas chegou a atingir US$ 120. Agora, mesmo com o alívio, recuou para cerca de US$ 90, sendo que, antes, muitos analistas projetavam preços próximos a US$ 50 para este ano.

-Álvaro Maia, banker da Stonex. Bolsas da Ásia e da Europa fecharam com fortes variações positivas. Liderando o movimento, o índice sul-coreano Kospi avançou 6,87%, o Nikkei subiu 5,39% em Tóquio, o Taiex teve ganho de 4,61% em Taiwan, enquanto o Hang Seng avançou 3,09% em Hong Kong. Na Europa, índices acionários também subiram. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 2,5%, o CAC 40, de Paris, avançava 4,5%, e o DAX de Frankfurt ganhava 5,1%.

Em Wall Street, sessão é de ganhos. Operando em alta desde a abertura, os índices das Bolsas de Nova York e Nasdaq registram variações positivas. Por volta das 14h (horário de Brasília), o Dow Jones subia 2,62%, do S&P 500 avançava 2,56% e do Nasdaq ganhava 3,18%. O cessar-fogo não necessariamente significa o fim das incertezas, e o tom dos líderes políticos envolvidos no conflito continua indicando tensões significativas.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad

Banco Central dos Estados Unidos também está no radar do mercado. O Fed (Federal Reserve) divulga hoje à tarde, às 15h (horário de Brasília) a Ata da reunião do comitê de política monetária, realizada nos dias 17 e 18 de março, ">quando o órgão manteve estável a taxa básica de juros da economia americana. O documento deve trazer informações que ajudem agentes econômicos a projetarem os próximos passos do Banco Central dos Estados Unidos. Ibovespa registra pontuação recorde para fechamento. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 começou a sessão desta quarta-feira com variação positiva de 2,71%, atingindo 193.368 pontos. Às 14h, o indicador subia 2,29%, atingindo 192.639, superando o recorde histórico, de 191.490 pontos, batido em 24 de fevereiro último.

Bolsa brasileira busca sétima alta seguida. O Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, mostrou resiliência nos últimos pregões em meio à forte volatilidade das Bolsas no exterior. Ontem, fechou 188.258 pontos, maior patamar desde 2 de março.


No curto prazo, a Bolsa brasileira pode até ter um rali menor que as Bolsas em outras regiões, pela grande exposição do setor de Petróleo no índice e pelo fato do Brasil ter caído menos que outras Bolsas durante o conflito. Porém, olhando adiante, a volatilidade adicional trazida pela guerra deve seguir aumentando o apetite de investidores globais pelos ativos brasileiros. No ano, já são mais de R$ 50 bilhões de entrada de fluxos estrangeiros na B3, o que acredito que deveria seguir forte adiante, caso o cessar-fogo se sustente.

-Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP

Mercado repercute ainda medidas do governo para conter repasse da alta do petróleo para combustíveis no Brasil. Começou a valer na noite de ontem a MP (Medida Provisória) que criou subsídio temporário para baratear o custo do diesel importado, após texto ser publicado em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

Petrobras segue influenciada por ambiente externo. Além da cotação do barril no mercado internacional, a ações ON (ordinárias, com direito a voto) e PN (preferenciais a dividendos) da petroleira também repercutem as medidas anunciadas pelo governo para reduzir os custos do diesel e do QAV (Querosene de Aviação). Ações ON (ordinárias, com direito a voto) e PN (preferenciais a dividendos) da petroleira são negociadas com alta na Bolsa B3 da ordem de 1% por volta das 13h. Fonte: Uol

Imagem: Pexels

 
 
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