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Dólar opera em queda com petróleo e tensões entre EUA e Irã no radar; Ibovespa avança

  • comercial18125
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

O dólar oscila nesta terça-feira (25) e recuava 0,08% por volta das 13h25, cotado a R$ 5,1487. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,71%, aos 173.125 pontos.

A agenda econômica do dia tem poucos eventos previstos, mas os mercados acompanham de perto as tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã. No Brasil, decisões sobre o Orçamento de 2027 e a situação financeira da Braskem estão no radar.

Nos EUA, o mercado acompanha a divulgação do índice de confiança do consumidor de agosto, enquanto o governo de Donald Trump amplia as sanções contra o Irã. A medida tenta pressionar outros países a reduzir relações comerciais com os iranianos e pode levar empresas e entidades a perder acesso ao sistema financeiro que utiliza o dólar.


  • No mercado de petróleo, os preços operam perto da estabilidade nesta manhã, depois de caírem mais de 2% na sessão anterior. Por volta das 8h45, o Brent recuava 0,04%, a US$ 92,13 por barril, enquanto o petróleo dos EUA subia 0,1%, a US$ 85,08.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o projeto do Orçamento de 2027 está bem encaminhado dentro do governo. Segundo ele, o salário-mínimo do próximo ano será de R$ 1.741, e outros benefícios continuarão sendo reajustados de acordo com o piso nacional.

Também por aqui, a Braskem pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. As ações da companhia caíram 6,71% na segunda-feira (24), para R$ 4,73. Além disso, os papéis BRKM3 e BRKM5 serão retirados de uma série de índices da bolsa. EUA anuncia novas sanções contra o Irã

Os EUA ampliaram nesta segunda-feira (24) a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções contra pessoas, empresas e embarcações ligadas ao governo iraniano.

Washington também ameaçou punir países que mantenham transações econômicas com Teerã e iniciou uma campanha para que outros governos rompam relações com o país.

O Departamento do Tesouro norte-americano informou ter sancionado cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam nos setores de energia nuclear, produção de mísseis, cibernética e petróleo. As medidas fazem parte da "guerra econômica" anunciada pelo presidente Donald Trump na semana passada para pressionar a economia iraniana. Trump havia definido esta segunda-feira como o "Dia D da guerra econômica".

Ao anunciar as sanções, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o governo dos EUA também pretende pressionar outros países a interromper suas relações econômicas com o Irã.

"O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã", disse Bessent.

Segundo o secretário, Washington estabeleceu um cronograma para que cada país interrompa gradualmente suas "atividades" com o governo iraniano. "Se eles não interromperem essas atividades, nos faremos isso de forma unilateral através de autoridades do Tesouro", ameaçou Bessent.

Bessent também afirmou que uma "grande instituição financeira" será alvo de sanções ainda nesta semana por manter vínculos financeiros com o Irã, mas não informou qual instituição será atingida.

A China, por sua vez, afirmou nesta terça-feira (25) que pretende manter as relações comerciais com o Irã e defender seus interesses, apesar das novas medidas anunciadas pelos EUA e da ameaça de punições a países que não aderirem à pressão econômica contra Teerã.

Questionado em entrevista coletiva sobre as sanções anunciadas pelo governo americano, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou: "A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações. A China já afirmou em diversas graças que se opõe de modo veemente às avaliações unilaterais prejudiciais (...) A China tomará todas as medidas de segurança para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses".


A China está entre os principais compradores de petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim defende um cessar-fogo no conflito e afirma que as medidas adotadas pelos EUA não vão solucionar a guerra. Fonte: G1

Imagem: Canca IA

 
 
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