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Dólar sobe a R$ 5,10 e Ibovespa cai, com petróleo acima de US$ 100

comercial18125
há 13 horas
5 min de leitura

O dólar volta a subir ante o real nesta quarta-feira em alta, cotado a R$ 5,09, enquanto na Bolsa o índice de ações Ibovespa registra baixa, em sessão influenciada pela aversão a risco no exterior, onde o preço do petróleo voltou a superar os US$ 100 pela primeira vez desde maio em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.


O que aconteceu

Dólar tem sessão de alta nesta quarta-feira. Com viés positivo desde a abertura, a moeda americana era cotada no comercial para a venda a R$ 5,101 às 14h, variação de 0,30% ante fechamento de ontem, quando a divisa caiu 0,9%.

Queda do dólar ante real nas últimas sessões foi influenciada por fatores domésticos. O recuo de 2,6% desde 18 de agosto, de R$ 5,22 a R$ 5,09, foi alimentado por ajustes nas posições pelos agentes econômicos às recentes pesquisas de intenção de voto que apontaram uma disputa mais acirrada na disputa à corrida presidencial. Para analistas, esse cenário amplia expectativa de política fiscal mais conservadora ano que vem, independentemente do vencedor nas urnas "O que mexeu com o mercado brasileiro nos últimos dias é o acirramento da disputa presidencial, um cenário que amplia espaço para uma política fiscal mais conservadora e mais alinhada com o que a maior parte dos agentes do setor financeiro entende como ideal."

-Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.


Banco Central vai atuar no mercado de câmbio amanhã. O órgão anunciou leilões simultâneos, das 9h20 às 9h25. Haverá um leilão à vista de US$ 1 bilhão e uma operação de swap cambial reverso, também no valor de US$ 1 bilhão. Com as duas operações, a oferta à vista injeta moeda americana no mercado hoje, enquanto o swap cambial equivale a uma compra es no mercado futuro pelo Banco Central.

Já no exterior, preço do petróleo em alta tem alimentado aversão a risco. O contrato futuro mais negociado voltou a superar US$ 100 pela primeira vez desde maio em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Por volta das 14h (horário de Brasília), o barril do tipo Brent subia 2,7%, a US$ 100,56.

Valorização do petróleo eleva de forma generalizada as expectativas de inflação. Os investidores conhecerão ainda nesta semana os dados da inflação dos Estados Unidos referentes a agosto. Os números "poderiam determinar as próximas decisões de política monetária" do Federal Reserve (Fed, banco central americano), segundo Jay Woods, analista da Freedom Capital Markets.

Cenário de alta de juros tem potencial para desaquecer a economia e, por tabela, o desempenho das empresas cotadas em Bolsa. Por isso, principais índices acionários recuam hoje nos Estados Unidos e Europa.

Mercado futuro de juros no Brasil tem sessão de alta. As taxas dos juros futuros negociados na B3 sobem em todos os principais contratos na manhã desta quarta-feira, após a forte queda ontem. Segundo operadores, o cenário externo pesa mais sobre os negócios, com o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril e os rendimentos dos Treasuries em alta, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Ibovespa tem sessão negativa. Recuando desde a abertura, o índice das ações mais negociadas recuava 0,90% às 14h, marcando 185.681 pontos.

Investidores testam fôlego da atual sequência positiva. Ontem, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, teve alta firme e se aproximou de 190 mil pontos. Desde o dia 17 de agosto, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 12,6%, superando os 187 mil pontos pela primeira vez desde 6 de maio.


"Embora o aumento das tensões geopolíticas costume pressionar moedas emergentes, o Brasil pode se beneficiar parcialmente desse movimento por ser exportador líquido de petróleo. Preços mais elevados da commodity tendem a ampliar as receitas com exportações e podem contribuir para uma pressão baixista sobre a taxa de câmbio."

-Leonel Oliveira Mattos, economista na StoneX.


Corporativo

Petrobras segue favorecida pela alta do petróleo. As ações PN (preferenciais a dividendos) e ON (ordinárias com direito a voto) da petroleira, que respondem por 12% do Ibovespa, subiam perto de 1% às 14h, entre os destaques de valorização hoje na B3. Os papéis estão ao redor das máximas cotações em quatro meses, apurando ganhos da ordem de 27% desde 7 de julho, quando engrenaram o atual ciclo de ganhos.


"A" "Petrobras, uma das principais ações do Ibovespa, vem ajudando o índice, puxada pela alta do preço do petróleo. Outro destaque na nossa Bolsa são os bancos, que têm um peso também relevante no Ibovespa e estão subindo, com destaques para Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco. Além deles, entre os pesos pesados do Ibovespa, tem ainda Vale."

-Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos. Alta do petróleo coloca no radar pressão das defasagens de preços para Petrobras, diz Itaú BBA. A analista Monique Natal diz em relatório que os preços de diesel e gasolina ficaram defasados em relação ao mercado internacional. Ela calcula em 28% a defasagem do diesel e em 21% o da gasolina 21%, ambos abaixo da referência externa, após alta do petróleo Brent na semana. A analista ressalta que a estatal pode adotar critérios próprios para sua política comercial.

Produção da PetroReconcavo ficou estável em agosto ante julho. Em relatório de produção, a petroleira disse que produziu, em média, 23,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em agosto, volume estável ante julho. Segundo a empresa, o avanço de 2,1% da produção no Ativo Bahia, para 12 mil boe/dia, compensou a queda de 1,5% no Ativo Potiguar, para 11,8 mil boe/dia. As ações da companhia subiam 1,4% na Bolsa B3 às 14h, a R$ 11,41.

Vale perde força no pregão. As ações da mineradora — com peso relevante de 11% no Ibovespa — cediam 0,3% às 14h, a R$ 79,78, rondando ainda maiores preços em dois meses. Os contratos futuros do minério de ferro em Singapura recuaram hoje, após a cotação ter superado ontem o patamar de US$ 100 por tonelada, o maior nível intradiário desde 2 de julho

Cosan vai deixar pregão da Bolsa de Nova York. A empresa informou que protocolou na SEC o pedido de deslistagem voluntária de seus ADSs (recubos de ações) da Nyse, a Bolsa de Nova York. O último dia de negociação dos papéis será 18 de setembro, mas a companhia manterá seu programa de ADSs Nível 1, permitindo a continuidade das negociações no mercado de balcão (OTC) nos Estados Unidos. Ontem, os papéis da companhia negociados no Brasil recuaram 1,8% a R$ 3,84.

Ações do Banco do Brasil são negociadas em baixa após oito pregões de alta. Os papéis do banco público tinham queda de 1,9% às 14h, cotados a R$ 22,18. Ontem, as ações tinham fechado no maior patamar desde 24 de abril. Mercado reage hoje ao anúncio do Banco Patagonia, controlado pelo BB, da aquisição da divisão de varejo do Bind, o Banco Industrial (Bind). Na avaliação dos analistas do Citi, operação tem relevância estratégica maior do que seu impacto financeiro. Fonte: UOL

Imagem: Canva IA

 
 
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